Golpes bancários
- Marcos Feitosa Filho
- 22 de dez. de 2021
- 5 min de leitura
Atualizado: 28 de jan. de 2022
Diante de diversas notícias de golpes bancários recebidos aqui pelo escritório, seguem abaixo algumas orientações sobre como o consumidor pode proceder para não cair em golpes bancários.
Golpe do motoboy
Uma fraude bancária que vem crescendo muito é o chamado "Golpe do motoboy". O falsário liga para o cliente/consumidor e confirma se foi feita uma compra que inexistiu. Depois disso ele pede para que o cliente ligue para o número que consta no verso do cartão do banco. Nesse momento o criminoso consegue redirecionar a ligação, que ao invés de ir para a central de atendimento do banco, vai para o telefone da quadrilha.
Durante o atendimento telefônico eles pegam os dados do cliente. Pedem, inclusive, que o cliente digite no telefone a sua senha de segurança, mas informam não precisar dizer os números por telefone. Ocorre que ao digitar, acredita-se que os meliantes possuam meios para captar e identificar os tons de discagem e assim descobrir os números discados.
Depois de colher os dados de utilização do cartão, os bandidos pedem que o cliente quebre o cartão, mas alertam, no entanto, que o chip não seja quebrado. Feito isso, enviam um motoboy como sendo do banco para pegar os restos do cartão para fazer o descarte automático dos pedaços.
Em posse do chip os criminosos usam para realizar diversas compras em nome do consumidor, causando-lhe prejuízo.
Dica de prevenção
Quando receber ligações desse tipo, o consumidor deve desligar imediatamente e depois, pelos meios eletrônicos do próprio site do banco, entrar em contato com a central de atendimento do banco.
Outra possibilidade é num momento posterior ir pessoalmente à agência informar a ligação recebida e resolver problemas dessa natureza eventualmente existentes.
Esses cuidados são essenciais para que se evitem maiores prejuízos.
Caso alguém já tenha sofrido o golpe?
Caso alguém de sua família ou amigo já tenha fornecido os dados e pedaços do cartão, sugerimos que a pessoa imediatamente comunique à polícia, por meio de um boletim de ocorrência. Apresente à polícia todas as provas que você possui: mensagens trocadas, dados do pix usado na transferência, etc. É sempre bom, por isso, fazer prints das conversas enquanto estão ocorrendo, no caso de golpes via whatsapp (abaixo explicados).
Em seguida, em posse desse documento, fazer a denúncia ao banco, para bloquear qualquer uso daquele cartão e, no caso de ter informação do pix utilizado pelos bandidos, para que sejam bloqueados os recursos da conta do destinatário. Caso a instituição bancária se recursar, a vítima pode registrar uma reclamação junto ao Banco Central.
Caso ainda não seja suficiente, o consumidor pode procurar um advogado para analisar a situação e verificar a viabilidade de ingressar com ação judicial para ressarcimento dos valores e, até mesmo, ressarcimento por danos morais sofridos.
Mecanismo do Banco Central de devolução para o Pix
Para proteger consumidores diante das fraudes, o Banco Central disponibilizou 2 sistemas de proteção. As informações podem ser colhidas diretamente no site do próprio Bacen pelo link: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/591/noticia
Golpe do Whatsapp - tipo 1
Essa modalidade de golpe consiste em uma mensagem de texto recebida de alguém que se diz conhecido seu, usando a foto da pessoa. Seria o caso, por exemplo, de um fraudador usar uma foto sua colhida em uma de suas redes sociais e usar em um número de whatsapp qualquer. Essa pessoa vai entrar em contato com alguém de sua rede familiar ou de amigos, se passando por você e dizendo que por algum motivo precisou mudar de número e que está precisando que você envie algum dinheiro para alguém. Acima, por exemplo, temos a imagem de uma ligação recebida pelo pai do sócio Marcos Feitosa, aqui do escritório Feitosa e Fujita Advogados.
Interessante que se a pessoa pedir para fazer uma ligação, de vídeo ou apenas de áudio, o golpista não vai aceitar ou vai alegar algum motivo para dizer que não tem como atender naquele momento. Veja o exemplo na imagem acima, onde consta a informação de que a ligação foi tentada pelo me pai, mas não foi atendida por ele.
Com o passar do tempo aquele mesmo número vai trocar de foto e a sua não estará mais sendo visualizada naquele contato. Isso porque eles simplesmente estão trocando de vítima e estão em busca de aplicar o golpe em outras pessoas.
Atenção, pois nesse caso não há clonagem do seu número de celular. O criminoso usa um outro número, diferente do seu, e sai em busca de aplicar golpes em pessoas conhecidas suas ou de seus relacionamentos próximos, tais como esposo(a), pai, mãe, avó, etc.
Dica de prevenção
Diante dessa situação sugere-se que seja ignorada esse tipo de contato, bloqueando o número imediatamente. Se a pessoa que conhece você quiser conversar e estiver precisando ela ligará e falará diretamente com você e você poderá ouvir sua voz e até mesmo ver sua imagem em uma chamada de vídeo, que seria ainda mais segura.
Caso você não se sinta seguro para desligar e queira realmente confirmar se é alguém que você conheça, tente uma ligação por vídeo ou áudio com a pessoa que está lhe pedindo dinheiro, para confirmar se você realmente conhece e o pedido é verdadeiro. Se for alguém que você conheça de maneira próxima não haverá motivos para que a ligação não seja atendida, especialmente diante de uma suposta situação de necessidade de dinheiro e de perda do aparelho celular.
Caso caia no golpe
Tentar contato junto ao banco para tentar anular a transação. Mas diante da rapidez e praticidade de transferências de valores via pix o ideal realmente a prevenção.
Golpe do Whatsapp - tipo 2
Diferentemente do tipo anterior, nessa modalidade de golpe o fraudador vai tentar usar o número do próprio consumidor e isso pode gerar um dano muito maior, sendo, portanto, mais perigoso.
Nessa hipótese ele vai cadastrar o seu WhatsApp no celular dele. Para isso ele precisa de um código de verificação. O golpista vai inventar alguma história para dizer que está enviando para seu número um código de verificação e você teria que confirmar e informar para ele esse código recebido.
As histórias são das mais diversas, como por exemplo "Você ganhou um sorteio de uma viagem", "ingresso para um evento" ou "um jantar em algum restaurante".
Se você enviar esse código, o prejuízo pode ser muito grande, pois o criminoso poderá ter acesso aos seus grupos e aos seus contatos e, certamente, vai pedir dinheiro para muita gente.
Dica de prevenção
Para não cair nesse golpe deve-se prestar atenção em com quem estamos falando. Muitas vezes os golpistas entram em contato com o consumidor pedindo dados pessoais, informações, código de confirmação do whatsapp. Jamais envie, informe ou compartilhe o código de confirmação do whatsapp, nem mesmo para pessoas conhecidas.
Outra dica é adotar as próprias medidas de segurança do próprio aplicativo, como a confirmação em 2 etapas. O consumidor pode acessar o aplicativo, clicar em configurações, depois em conta e clicar em confirmação em duas etapas. Daí o consumidor poderá configurar uma senha e, a partir daí, além do código de confirmação será necessário saber essa senha para que se tenha acesso à sua conta do whatsapp.
Também existe a possibilidade, no próprio aplicativo, de limitarmos o acesso à foto do perfil do whatsapp. O acesso pode ser feito também no próprio aplicativo e clicando em "conta" e depois em "privacidade" e lá configurar para que apenas os seus contatos possam ver sua foto de perfil.









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